Era uma vez um bebê – uma menina. Nasceu no inverno; em Minas Gerais,
terra gelada que só vendo. Ganhou nome de fada: Hada Luz Angel – assim
mesmo, em castelhano, em homenagem ao pai, nascido na Colômbia. Desse
distante país só conhecia as histórias contadas por ele nas noites de
frio, mas o sotaque melodioso de sua voz a fazia imaginar mirabolantes
aventuras, matas virgens, lindas praias, montanhas nevadas.
Um belo dia, a família decidiu morar em Bogotá. Hada Luz foi, passou
uns tempos, cresceu, ganhou o mundo, percorreu outras praias, outros
montes, fez amigos em diferentes cidades, retornou ao Brasil, se
apaixonou, se desencantou, apaixonou-se outra vez.
É assim que, já tornada mulher pela batalha da vida, mas ainda menina
em seus sonhos e esperanças, ela se vê de volta às origens familiares,
em uma inesperada viagem pela terra colombiana, onde se depara com o
que há de mais profundo dentro de si mesma.
São seis dias de caminhada para atingir o pico da Sierra Nevada de
Santa Marta. É demais para ela. Desiste. Embrenha-se, então, pelo
parque Tayrona e é lá, em contato com a avassaladora natureza, que
Hada Luz precisa exercitar tudo que aprendeu em seu pouco tempo de
vida.
Pequenos animais exóticos habitam nesse parque. É imperioso que os
fotografe para que o registro completo de todas as coisas que ela está
vivendo seja feito. Precisa ter certeza, ao voltar, de que tudo que
passou não foi um simples devaneio.
Espera – uma, duas horas – o corpo tenso, todos os sentidos em
alerta. Não se deixa distrair pelas folhas que caem das árvores, nem
pela dor que toma conta de seu corpo após tanto tempo na mesma
posição. Sabe que, sem concentração e perspicácia, não conseguirá
atingir seu objetivo. Aos poucos, os bichinhos vão aparecendo. As
imagens ficam retidas em sua câmara. Ela começa a relaxar. Quando a
noite cai, a mulher-menina se levanta, exausta, mas feliz. Lágrimas
rolam por suas faces coradas. Sabe que conseguiu superar a fragilidade
do corpo e elevar seu espírito.
O que mais terá ainda pela frente?
Miriam não sabe. Não tem a menor noção. No entanto, todos à sua volta sabem – seus alunos, seus parentes, seus amigos, os colegas da oficina literária… O porteiro do prédio onde ela mora também sabe (mas isto não chega a ser uma novidade; os porteiros sempre sabem de tudo). Até o jornaleiro da esquina, o dono do bar, os freqüentadores do restaurante em frente e o sapateiro sabem.
O que ninguém tem é coragem de contar para ela. O tempo está se esgotando. É preciso armar uma estratégia com urgência. Pois foi Catarina, logo a mais perturbada das amigas de Miriam, quem teve a brilhante idéia.
- Vamos fazer plantão na porta do banheiro social do apartamento de nossa amiga!
Que “sacada” genial! Como não tinham pensado nisso antes? Difícil vai ser explicar à Miriam a estranha movimentação em sua casa, mas não há saída. Pior seria perdê-la, destinada que está a retornar a seu planeta de origem, na distante galáxia de Markarian.
Pois é… Se os que me lêem por acaso não sabem, Miriam foi trazida à Terra, em um invólucro humano, para aprender como vivem os terráqueos e tentar se adaptar ao nosso modus vivendi. Entre os voluntários que se apresentaram para a terrível experiência, ela foi escolhida por ser a mais forte e mais inteligente. Antes da longa viagem, porém, seus superiores tiveram o cuidado de apagar as lembranças de Miriam e de acrescentar, em sua fórmula, pitadas de sentimentos – amor, compaixão, tolerância, solidariedade – coisas importantes para o convívio com outros seres humanos.
Estipularam um prazo, findo o qual Miriam fará a viagem de volta. O completo êxito da empreitada a tornará a criatura mais poderosa de Markarian. No entanto, se, ao contrário do esperado, ela fracassar, sua arqui-inimiga Lea tomará o poder.
Os amigos sofrem ao pensar no destino da amada Miriam. Combinam entre si que, enquanto viverem, não permitirão que ela entre naquele banheiro. Sua derrota é evidente. Bem que ela tentou, mas como se adaptar a um mundo tão cruel onde existem tantas guerras, tanto ódio, intolerância e desamor? Talvez os markarianos tenham exagerado na dosagem de bons sentimentos, mas agora é tarde. As horas voam.
O tic-tac do relógio de parede, dentro do banheiro, deixa os nervos de quem está de plantão em frangalhos. É ali que está localizado o aparelho que emana os sinais de comando da nave-mãe. O vaso sanitário é uma caldeira em ebulição. Pode explodir ao menor contato com a pele e sugar a pessoa, através dos esgotos, até o ponto escolhido com antecedência para o resgate. A balança não está ali por acaso. Ao pisar nela, toda uma varredura pode ser feita no corpo de forma a limpar qualquer resquício de bondade. Até mesmo o inocente quadro escrito em italiano tem como objetivo disparar raios imobilizadores, se necessário.
É por isto que todos estão atentos. Miriam não entende porque há sempre alguém com dor de barriga, quando ela tenta entrar no banheiro. E, por mais que adore os amigos, que “diabos” aconteceu que essa turma não sai mais de sua casa?
Miriam não sabe; e, se depender de nós, ela nunca saberá.
(por Marcia Tavares) Escrito pela Psiquiatra Ana Beatriz Barbosa Silva, o livro, obra de cunho denso e intrigante, explana e alerta sobre o comportamento dos psicopatas, termo enganosamente compreendido pela maioria da população como pessoas loucas ou deficientes mentais. Na realidade, a única deficiência destas pessoas está no campo das emoções.
Tratam-se de seres sem Consciência o que, afirma a autora, o que caracteriza indivíduos destituídos de todo e qualquer afetividade. São líderes natos do mal, com a parte cognitiva perfeita, mas, verdadeiros predadores sociais, mentirosos, que desprovidos de todos e qualquer sentimento de compaixão, culpa ou remorso, deixam marcas de destruição por onde passam. Seres bípedes com habilidades camaleônicas que sugam e vampirizam a alma daqueles de quem se aproximam, visando sempre e unicamente o próprio benefício.
Espirituosos, inteligentes, com uma capacidade de sedução acima da média, têm grande capacidade de convencimento. Usam e abusam de termos técnicos e/ou de histórias inusitadas. Incapazes de amar, enganam, zombam, torturam ou mutilam suas vítimas, o que lhes dá grande prazer .
De acordo com as pesquisas e constatações desta psiquiatra, narradas no livro de forma clara e objetiva através de casos de pacientes, as vítimas destes sociopatas relatam que eles , homens ou mulheres, costumam fazer-se de vítima em jogos cênicos. Ana Beatriz cita casos, amplamente divulgados pela mídia, como o de Suzane Von Richtofen: – “Matou os pais e foi para o motel” e o de Daniella Perez, assassinada por Guilherme de Pádua, entre outros.
Segundo Ana Beatriz, as vítimas prediletas destes seres destituídos de Consciência, são as pessoas sensíveis. Ela explica que a Consciência é a voz secreta da alma, que nos orienta para o caminho do bem estando em plena comunhão com o mais poderoso dos combustíveis que é o AMOR.
A cultura psicopática está no ar e o livro nos previne para estarmos atentos, porque mais do que nos afrontarem pelo medo, apelam para nossa capacidade de sermos solidários e compassivos. Em sendo assim, explica a autora, nos tornamos vítimas potenciais, posto que os portadores de Transtorno da Personalidade Anti-social ou Dissocial, como são classificados, não sentem remorso, são transgressores e irrecuperáveis.
Obra de autoria Eckhart Tolle de cunho espiritual classificado como um dos mais vendidos. Aborda diversos temas, tendo como base a tônica de que a sabedoria vem da capacidade de manter a calma e o silêncio interior, para viver mais intensamente o momento atual. O livro aborda uma questão de suma importância para o homem atual, que cada vez mais assoberbado, se perde e sofre com as questões do passado, ao mesmo tempo, que se torna a cada dia, mais tenso com as expectativas do futuro, esquecendo que a única realidade que existe é o momento presente, o AGORA.
O autor, com linguagem simples e clara, leva o leitor a refletir sobre a força do ser interior que nos habita, e, que só pode ser sentida quando o indivíduo se liberta do fluxo de pensamentos incessantes, do controle do tempo e vivencia o PODER DO AGORA.
Quando silencia e foca, descobre uma verdade que vai muito além do que a mente é capaz, e, que o Agora é como é , porque não pode ser de outro jeito. Tem a possibilidade de perceber uma energia que permeia todo seu corpo independente dos pensamentos e de entrar em sintonia com a consciência maior, permitindo-se acessar a um saber, uma força e uma inteligência que são maiores que o próprio ser.
Aborda a questão de que se o desenvolvimento mental e a aquisição de conhecimento, não são contrabalançados com uma evolução proporcional da consciência, a probabilidade de haver conflitos e infelicidade é muito grande.
Daí a premência de silenciar a mente para reencontrar nossa sabedoria interior. Tolle explica que o silêncio, a paz e a calma não são apenas a ausência de barulho e de conteúdo, e sim a dimensão mais profunda do nosso ser, a inteligência primordial, a consciência, reafirmando que só no Agora podemos ser felizes.
O poder transformador do silêncio está em nos libertar de nossos pensamentos, medos e desejos, dissipando as tensões do passado e as expectativas em relação ao futuro. Só no presente podemos descobrir quem realmente somos, alcançando assim a paz e a alegria que estão dentro de nós.
Caramba, agora que me dei conta do quanto cobro de mim mesma.
Não dou conta disso… Não sei fazer aquilo… Eh, nem pensar. É impossível pra mim!
Porque me cobro tanto? Por que esta necessidade de perfeição? Oque quero provar e pra quem?
Sou um ser como outro qualquer. Um caminhante, com erros e acertos que brotam no percurso, desta estrada que ao final vai dar em nada… Olha só eu plagiando o outro… Tinha que ser.
Mas, afinal, não vai dar em nada por que?
Estou buscando me esforçando e o homem lá em cima está me olhando. Sei que está vendo, que mesmo errando sigo tentando.
Este é o caminho da busca, do aprendizado, que se dá tanto pelo erro como pelo acerto.
Olha menino, mas eu tenho errado tanto! Não é que achei que aquela pulseirinha de ouro da mãe era meio cafoninha.
Não conversei botei pra derreter. Fazer algo mais moderno, FASHION. Mais IN…. Inferno foi o que virou a minha vida.
A velha falou até dizer chega e o pior que ainda não chegou. É só me ver com o anelzinho que continua falando. A família toda caiu de pau em cima de mim:
-Era uma relíquia de família e você… não consultou ninguém.
-XÔ invejosos, não é que o anel ficou moderninho.
Ah! Mas, vocês nem sabem.
Que gato é aquele que a Margô está saindo hein? Pra lá de pitbull…
Todo desenhado, músculo pra tudo que é lado, menos na cabeça é claro, mas também pra
quê? Com aquele corpitchu. É de babar!
Babando estou eu de inveja. Como posso fazer uma coisa destas com minha amiga?
É não tenho jeito mesmo. Preciso ser passada a limpo. Escrita e reescrita para ver se me pontuo corretamente ao final de cada oração. Pra ver se coloco meus parágrafos bem alinhados dentro do meu coração.
A vida não tem reestréia. Vou rever meus textos, conferir meu figurino pra na hora do THE END não dizer que foi culpa do destino!