Category: 14 Mãos

pink escreve:

Por Hada Luz, 14 de outubro de 2009 16:20

É inevitável o enfrontamento com as neuras do passado. O passado não
está lá, está atrás do véu que esconde a outra. A outra já está sob
forma de mais outra, que já foi outra e mais outra, mais, sempre mais,
uma e mais uma, sou todas ao mesmo tempo. Me torno outra para me amar, e
me amo menos, porque ainda sou outra, e aquela que fora abandonada,
grita, não entende porque não fora aceita. Então sofre. Sofremos nós. É
inevitável, nos enfrontarmos eu e quantas mais forem preciso. Nos
olhamos e nos despedimos tantas vezes, até que a primeira, a segunda, as
tantas ás escondidas teimam em gritar: Porquê? Olha pra mim. É através
de mim, que você, a soberana, tem vida, sem me causar a morte. Eu já fui
a soberana, sabe por que? Porque precisou de mim, e agora me descartas
como uma roupa suja. Não. Encare-me. Veja como sou, importante. Você era
o que queria, lembra-se? Bela, ansiosa por ver o mundo e também
mostrar-se. Qual o problema? Vorazmente viveu, conheceu terras e mares,
voou por sobre as vidas alheias deixando no ar seu perfume. Incendiou
lares e mentes. Retornou, fugiu denovo, se transformou até que não
reconhece-te nem mesmo no espelho. Ardeu. Rosnou. Quis corrigir o erro,
erro? És Deus para saber ao certo o que é o erro? Ou deu a posiçao de
Deus áqueles intrusos que respiram também do seu ar, do seu perfume e
que desejam sentir seu veneno. Sinta-se plena, pois és mulher, matéria
prima da vida, e a vida se transforma. Tu és vida, mas a nega, se
empaturra de bolos e comida, engole seu próprio veneno. Desistes de ser
tu, porque sabe o quanto custa o pensamento atrevido dessas pessoas,
custa-lhe a liberdade de não ser. Mas encara, tu és. És algo que não é
livre, nem és você, nem é nada. A menos que deixe o fogo arder em paz, a
menos que suspire o breve ar das fúteis rolinhas, a menos que descarte a
pose de dama do Olimpo, não és deusa, não és nada. És vida, de carne e
osso, que corrompe, que ri e chora, frágil e de pesada bagagem
simplória, que alguém há de achar e dar colo. Permita-se viver e pronto,
fazes o que queres fazer, não dê satisfação a ninguém, nem á tu, nem ás
outras, nem á lua.

14 maos

Por Hada Luz, 12 de outubro de 2009 3:05

Ana Lua estava segura que iria pisar na Lua e começou a testar a gravidade. Pulava, jogava frutas pro ar, e chegou até a colocar seu gatinho de cabeça pra baixo pindurado numa corda!!!  estava ficando louca.

Ana Lua estava obsecada em poder flutuar na Lua. Começou a economizar pra ir pra Nasa.

Blue escreve:

Por Blue, 7 de outubro de 2009 10:41

Ana Lua, sonhando de olhos abertos. Navegando entre sorrisos fáceis, carícias fugazes e calores frágeis. Inflada como um balão e ela experimenta sua realidade feita de nuvem. Ela nem mais duvida. Projetou para si a arquitetura de seu próprio destino. Os alicerces do seu vaticínio. Buscou a felicidade planejada. Induzida e cronometrada. Agora Ana Lua não se lembra mais. Esqueceu completamente da voz rouca e doce, que então somente em um sonho dentro de um sonho voltou para lhe contar: ” Perante os flertes com o destino, somente o passado é inescapável “

pink escreve:

Por Pink, 6 de outubro de 2009 10:22

Ana Lua andava sendo confundida na rua com uma outra pessoa, com alguém bem descolada, porque passou a conversar com artistas plásticos, modelos internacionais, artistas de novela. Era só dar uma voltinha num shopping e pronto, já tinha programação pra noite. Quando chegava a um desses eventos, além dos flashes, que a incomodavam menos que pijama de algodão e chocolate quente no inverno, era requisitada, beijada, amada. Muito estranho, do dia pra noite sua presença passou a ser irresistível.

Por Laranja, 29 de setembro de 2009 10:06

A menina sabia exatamente quais eram seus sonhos. Construira-os detalhadamente em sua mente durante anos, desde a idade da qual podia se lembrar.
O que Ana Lua não sabia era que o sonhos tem vida própria e que é preciso ter cuidado em sonhá-los. Eles podem realmente se realizar…

Começa hoje “14 mãos” uma historia improvisada na net!

Por Branquinha, 27 de setembro de 2009 12:58

Começa hoje a historia de uma menina de 15 anos que amava tanto a lua, que seu sonho era ser a primeira reporter brasileira da lua.

Seu nome é Ana Maria, mas se apresenta como Ana Lua.

Ass. Branquinha

“Laranja” continuará esta historia amanhã segunda dia 28.