Woody Allen, contra-ataca!

Por Vovó Critica, 15 de maio de 2010 2:17

ESPAÑOL:

Tudo pode dar certo. Woddy Allen

“Si la cosa funciona” En la nueva película de Woody Allen. Hipocondría,
personajes caricaturesco, mucho, mucho humor y todos los otros tantos
elementos ya conocidos por el publico del cineasta nueva-yorkino en una
licuadora. Receta de la buena para animarse y salir liviana del cine, además dan ganas de jugar con los personajes al final.
 
El final me hizo recordar mucho el ideal de finales perfectos de nuestro Woody brasilero, Domingos Oliveira, con bailes y celebraciones. Adoro un regalito, un baile! Y son muchas las similitudes, todos tienen problemas(CONFLICTOS?)
sexuales, pero encuentran su felicidad de una forma divertidisima. La vida no debería ser así?
La narración no me agrada mucho, pero vale por dos motivos, (:)por
un juego genial del cineasta con el publico y por el hecho de hacerme reír en el baño una vez mas. Una joven(CITA) muchachita hizo un comentario impagable que es el resumen de la protagonista: “No me gusto la forma de la pelicula, aquel tipo hablando con nosotros… pero el dice tantas cosas interesantes, aprendi un monton!¨
Yo me rei, es tan chistoso como a las personas les gusta saber la opinion ajena para apoderarse de ella. Es raro conocer gente con opinion propria.
 Y pelicula buena es eso, no acaba nunca, sigue en el baño, en el café, despues de la seccion,en la cama…
 
 
 
PORTUGUÊS:

Tudo pode dar certo
“Tudo pode dar certo” no novo filme de Woody Allen. Hipocondria,
personagens caricatos, muito, muito humor e todos os outros tantos
elementos já conhecidos do público do cineasta nova-yorkino num
liquidificador. Receita da boa para animar e sair leve da salinha escura
e ainda dá vontade de brindar com os personagens no final.
 Aliás o final me fez lembrar muito o ideal de finais perfeitos do
nosso Woody brasileiro, Domingos Oliveira, com dancinhas e celebrações.
Adoro um brinde, um baile! E são muitas semelhanças, todos têm problemas
sexuais, mas encontram sua felicidade de uma forma divertidíssima. A
vida não deveria ser assim?
 A narração não me agrada muito, mas valeu a pena por dois motivos, por
uma brincadeira genial do cineasta com o público e pelo fato de me fazer
rir no banheiro mais uma vez. Uma jovem mocinha fez um comentário
impagável que é a síntese da protagonista: “Não gostei da forma do
filme, aquele cara falando com a gente…mas ele diz tanta coisa
interessante, aprendi tanto!”.  Eu ri, é tão engraçado como as pessoas
gostam de saber a opinião alheia para apoderar-se dela. É raro conhecer
pessoas com opinião própria.
 E filme bom é isso, não acaba nunca, continua no banheiro, no café
depois da sessão, na cama…

Avatar critica por ¨Vovó critica¨ (Abuelita Critica)

Por Vovó Critica, 29 de abril de 2010 13:18

Avatar-la-peliculaESPAÑOL:

 

       Entre al baño y me sentí invadida por el reflejo que el piso provocaba: era capaz de ver la señorita al lado orinando,  o sea,  3 señoritas al lado orinando en 3D, pues ella también me podía ver quitándome las enaguas. Fue difícil dar un fin a la sensación de estar adentro de la película.
       La abuelita también es mística, y anuncia que una vez  mas, una taquilla
bombástica cambiará el rumbo de las apuestas de producción que visualizan altos
valores y, que Avatar será referencia en películas. En 3D claro, y eso no es increíble?  El mayor brillo de la película es justamente este, el factor estético innovador, que en realidad no es tan innovador así, yo sé,  porque aun era jovencita cuando vi una película en 3D por primera vez.  
En ese verano, décadas después, todos, literalmente todos, fueron a ver la novedad, hasta mi vecina, mas abuelita que yo, fue al cine.
       Es súper cine pop americano, o sea, hablarán mal del guión. Realmente no tiene diálogos picantes, ni humor en las entrelineas, pero no importa, sirve como mensaje actual político y ambiental,  prestando algún servicio, en estos parámetros, direccionado al público
juvenil.  James Cameron utilizó viejos artificios de la narrativa clásica, que
podrían simplificar la película al aburrimiento, pero no, la técnica literaria fue realmente infalible y bien contada, especialmente por tratarse de un universo fantástico, lo que hace todo muy especial. 
       Me sentí de regreso a mi infancia, por cuenta de las gafas obligatorias y mas
aun, por  dejar envolverme en aquella historia previsible, mas linda y
colorida. No me gustan las películas de acción, ni de efectos especiales, ni mismo la literatura fantástica me atrae, pero me rindo al espectáculo que asistí. Volé junto con la nativa, en su pájaro gigante, hasta  sentí miedo, como una niña. Quise ser de Pandora.
       Aunque el sentimiento infantil estuviera siempre presente, no pude dejar
de imaginar las guerras reales y como populaciones enteras son exterminadas.
Vez o otra me permito leer una noticia aquí, otra allí sobre ese asunto
que daña cualquier tentativa de una mañana zen, y me encuentro con Obama,
que aun lleva niños a la guerra, o entonces  presta (presta?!),
gran cantidad de plata al Haití.  Como casi siempre en política, lo que parece ser acaba no
siendo, y la esperanza muere. Es una pena tener que volver a la realidad así. Aun
no es final feliz en la Tierra, pero seria chévere verlo en 3D como seria.

Avatar

PORTUGUÊS:

       Entrei no banheiro e me senti invadida pelo reflexo que o chão do
banheiro causava, era capaz de ver a moça ao lado agachada urinando em
3D, ou seja, ela também podia me ver tirando minhas anáguas. Foi difícil
dar fim a sensação de estar dentro do filme.
       A vovó que também é mística, anuncia que mais uma vez, uma bilheteria
bombástica mudará o rumo das apostas de produções que visam altos
cifrões e que Avatar será referência nos filmes. Em 3D ora bolas, e isso
não é incrível?  O maior brilho do filme é justamente esse, o fator
estético inovador, que na verdade nem é tão inovador assim, eu sei
porque eu ainda era mocinha quando vi um filme em 3D pela primeira vez.
Nesse verão, décadas depois, todos, literalmente todos foram ver a
novidade, até a minha vizinha mais vovozinha do que eu, foi ao cinema.
       É cinemão  pop americano, ou seja, falarão mal do roteiro. Realmente
não tem diálogos picantes, nem humor nas entrelinhas, mas dane-se,
presta algum serviço atual político e ambiental direcionado ao público
juvenil. James Cameron usou velhos artifícios da narrativa clássica que
poderiam simplificar o filme a chatice, mas não, a técnica literária foi
realmente infalível e bem contada, especialmente por ser um universo
fantástico, o que torna tudo muito especial.
       Me senti de volta á infância por conta dos óculos obrigatórios e mais
ainda por me deixar envolver naquela história previsível, mas linda e
colorida. Não gosto de filmes de ação, nem de efeitos especiais, nem
mesmo a literatura fantástica me atrai, mas me rendo ao espetáculo que
assisti. Voei junto com a nativa em seu pássaro gigante, senti até medo
que nem criança. Quis ser de Pandora.
       Embora o sentimento infantil estivesse sempre presente, não pude deixar
de imaginar as guerras reais e como populações inteiras são massacradas.
Vez ou outra me permito ler uma notícia aqui e ali sobre esse assunto
que estraga qualquer tentativa de uma manhã zen, e me deparo com Obama
que ainda leva garotos pra guerra, ou então, empresta, (empresta?!),
grande quantidade de dinheiro ao Haiti. Enchentes causadas pelos bolsos
cheios dos governantes cariocas, que matam as esperanças de nós
eleitores. Como quase sempre em política, o que parece ser acaba não
sendo, e a esperança morre. Pena ter que voltar a realidade assim. Ainda
não é final feliz na Terra, mas vale a pena assistir em 3D como seria
se fosse.

Vovó Critica:”Gigante”

Por Vovó Critica, 12 de setembro de 2009 0:28

Diversão gigante

Esse é meu primeiro trabalho como crítica de cinema; me convidaram
avisando: “só não tem cachê, ainda”. Eu aceitei avisando: “só vou fazer
crítica do bem”, afinal, sou uma boa vovozinha.
Quarta-feira é um bom dia pra vovozinha ir ao cinema, pois tem pouca gente.
Cinema é diversão coletiva; a quantidade de pessoas não deveria
incomodar, mas incomoda mais que três elefantes. Lá foi a vovozinha com
o marido assistir a um filme que estivesse pra começar; adoro surpresas!
A surpresa era assustadora: um filme uruguaio. “Puxa, logo no primeiro
dia de crítica vou ter que ir contra os meus princípios de não estragar
o trabalho suado dos artistas, pensei”. Pelo cartaz parecia um filme de
cenas tediosas, com personagens que não gostaria de conhecer. Estava
gigantemente enganada.
“Gigante”, primeiro filme de Adrián Biniez, é cinemão; gigante mesmo.
Traz à tona aquele nosso eu pequeninho, que está lá na infância ou num
momento de insegurança qualquer. O personagem, pelo qual é inevitável não
torcer a favor, é um grande cara escondido atrás de uma aparência,
“grande” demais. Aliás o gigante personagem está escondido,
literalmente, no trabalho e na vida. Em dias de “reality shows”, o cara
que tem TV a cabo em casa, se apaixona por alguém de seu pobrinho
emprego através das câmeras. Espiar é seu ofício. E nós, platéia, somos
os únicos a conhecer seu segredo, numa história de amor previsívelmente
delicioso.
Um Shrek cult, um Cyrano de Bergerac um, sei lá. Não rotule, não tenha
medo do nada atraente cartaz. Assista sem medo de ser feliz e tenha uma
diversão gigante.

Um beijo e benção da Vovó.