Avatar critica por ¨Vovó critica¨ (Abuelita Critica)
ESPAÑOL:
      Entre al baño y me sentà invadida por el reflejo que el piso provocaba: era capaz de ver la señorita al lado orinando, o sea,  3 señoritas al lado orinando en 3D, pues ella también me podÃa ver quitándome las enaguas. Fue difÃcil dar un fin a la sensación de estar adentro de la pelÃcula.
      La abuelita también es mÃstica, y anuncia que una vez mas, una taquilla
bombástica cambiará el rumbo de las apuestas de producción que visualizan altos
valores y, que Avatar será referencia en pelÃculas. En 3D claro, y eso no es increÃble?  El mayor brillo de la pelÃcula es justamente este, el factor estético innovador, que en realidad no es tan innovador asÃ, yo sé,  porque aun era jovencita cuando vi una pelÃcula en 3D por primera vez. Â
En ese verano, décadas después, todos, literalmente todos, fueron a ver la novedad, hasta mi vecina, mas abuelita que yo, fue al cine.
      Es súper cine pop americano, o sea, hablarán mal del guión. Realmente no tiene diálogos picantes, ni humor en las entrelineas, pero no importa, sirve como mensaje actual polÃtico y ambiental,  prestando algún servicio, en estos parámetros, direccionado al público
juvenil.  James Cameron utilizó viejos artificios de la narrativa clásica, que
podrÃan simplificar la pelÃcula al aburrimiento, pero no, la técnica literaria fue realmente infalible y bien contada, especialmente por tratarse de un universo fantástico, lo que hace todo muy especial.Â
      Me sentà de regreso a mi infancia, por cuenta de las gafas obligatorias y mas
aun, por dejar envolverme en aquella historia previsible, mas linda y
colorida. No me gustan las pelÃculas de acción, ni de efectos especiales, ni mismo la literatura fantástica me atrae, pero me rindo al espectáculo que asistÃ. Volé junto con la nativa, en su pájaro gigante, hasta sentà miedo, como una niña. Quise ser de Pandora.
      Aunque el sentimiento infantil estuviera siempre presente, no pude dejar
de imaginar las guerras reales y como populaciones enteras son exterminadas.
Vez o otra me permito leer una noticia aquÃ, otra allà sobre ese asunto
que daña cualquier tentativa de una mañana zen, y me encuentro con Obama,
que aun lleva niños a la guerra, o entonces  presta (presta?!),
gran cantidad de plata al HaitÃ. Como casi siempre en polÃtica, lo que parece ser acaba no
siendo, y la esperanza muere. Es una pena tener que volver a la realidad asÃ. Aun
no es final feliz en la Tierra, pero seria chévere verlo en 3D como seria.
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PORTUGUÊS:
       Entrei no banheiro e me senti invadida pelo reflexo que o chão do
banheiro causava, era capaz de ver a moça ao lado agachada urinando em
3D, ou seja, ela também podia me ver tirando minhas anáguas. Foi difÃcil
dar fim a sensação de estar dentro do filme.
    A vovó que também é mÃstica, anuncia que mais uma vez, uma bilheteria
bombástica mudará o rumo das apostas de produções que visam altos
cifrões e que Avatar será referência nos filmes. Em 3D ora bolas, e isso
não é incrÃvel?  O maior brilho do filme é justamente esse, o fator
estético inovador, que na verdade nem é tão inovador assim, eu sei
porque eu ainda era mocinha quando vi um filme em 3D pela primeira vez.
Nesse verão, décadas depois, todos, literalmente todos foram ver a
novidade, até a minha vizinha mais vovozinha do que eu, foi ao cinema.
    É cinemão  pop americano, ou seja, falarão mal do roteiro. Realmente
não tem diálogos picantes, nem humor nas entrelinhas, mas dane-se,
presta algum serviço atual polÃtico e ambiental direcionado ao público
juvenil. James Cameron usou velhos artifÃcios da narrativa clássica que
poderiam simplificar o filme a chatice, mas não, a técnica literária foi
realmente infalÃvel e bem contada, especialmente por ser um universo
fantástico, o que torna tudo muito especial.
    Me senti de volta á infância por conta dos óculos obrigatórios e mais
ainda por me deixar envolver naquela história previsÃvel, mas linda e
colorida. Não gosto de filmes de ação, nem de efeitos especiais, nem
mesmo a literatura fantástica me atrai, mas me rendo ao espetáculo que
assisti. Voei junto com a nativa em seu pássaro gigante, senti até medo
que nem criança. Quis ser de Pandora.
    Embora o sentimento infantil estivesse sempre presente, não pude deixar
de imaginar as guerras reais e como populações inteiras são massacradas.
Vez ou outra me permito ler uma notÃcia aqui e ali sobre esse assunto
que estraga qualquer tentativa de uma manhã zen, e me deparo com Obama
que ainda leva garotos pra guerra, ou então, empresta, (empresta?!),
grande quantidade de dinheiro ao Haiti. Enchentes causadas pelos bolsos
cheios dos governantes cariocas, que matam as esperanças de nós
eleitores. Como quase sempre em polÃtica, o que parece ser acaba não
sendo, e a esperança morre. Pena ter que voltar a realidade assim. Ainda
não é final feliz na Terra, mas vale a pena assistir em 3D como seria
se fosse.


